sexta-feira, 17 de abril de 2009

Disciplinando a crise



(Na imagem, turma de Administração (AD2)em visita ao Hospital Napoleão Laureano)


A vida ensina, é o que o ditado popular apregoa. No entanto, a sala de aula é um excelente laboratório de preparação para a vida. Encontramos nela os mais diversos tipos sociais. Nós professores, temos a árdua e maravilhosa tarefa de transformar o diamante bruto em uma pedra preciosa e magnífica. A maravilha dessa relação é que nós também nos transformamos. Nós também aprendemos com eles.

Disciplinar não é uma tarefa muito fácil. Nem todos estão preparados para ser disciplinados. Prefiro a palavra discipulado. A disciplina é uma via de mão dupla. Se não houver o desejo do outro lado em favor dela, será inútil, a despeito do que vemos no nosso sistema prisional. Prefiro o discípulo, aquele que ouve atentamente e procura seguir os passos do discipulador.

A escola/faculdade é uma arena. Os leões e os gladiadores se confundem. O professor, os alunos, os interesses, as armas dos jogadores. Não é fácil mudar conceitos, não é fácil mudar uma cultura do “jeitinho brasileiro”, do “deixa-pra-lá”, “problema-deles”, “eu-quero-apenas-o-meu-diploma”, ou “quero-receber-o-meu-salário”. Dentro da sala de aula os interesses as vezes são antagônicos.

A disciplina é a mudança de atitude. É o referencial para a vitória. Estamos fartos das desculpas. Eu não fiz isso por isso, eu não vim por aquilo, a faculdade não ajuda, o clima não ajuda, o professor não ajuda, o diretor também não e seguimos com um roteiro de desculpas para a situação caótica que enfrentamos no dia a dia em sala de aula.

Mas, a pergunta que não quer calar: o que fazemos para que isso mude?

O pessimista vê crise em todos os lados. O otimista sorri e enfrenta as tempestades tendo sempre a crise como uma boa oportunidade para fazer algo diferente.

É essa a visão que eu tento passar aos meus alunos em todas as salas. A crise é desculpa de quem se acostuma a perder.

Estamos cheios de desculpas. Precisamos disciplinar a nossa vontade, disciplinar os nossos interesses e focar o objetivo a partir de uma estratégia de conquista.

A resposta é essa: nadar contra a corrente pode nos trazer surpresas interessantes além de que, pode ser o “diferencial” que tanto buscamos.

A sala de aula é um excelente momento para exercitarmos essa estratégia de mudar conceitos. Mas a via é de mão dupla, de forma alguma é uma atitude solitária, do contrário, morreremos na praia. E eu não quero morrer na praia, no que depender de mim, vou sim acreditar no impossível e incentivar os meus alunos, parceiros, queridos a mudarem também a visão raquítica, atrofiada e pessimista sobre algumas situações e a arregaçar as mangas na tarefa maravilhosa de mudar o mundo, a partir de nossa mudança de atitudes.

É o que estamos fazendo, na disciplina de Homem e Sociedade e Responsabilidade Social, fazer a nossa parte na construção de um mundo mais justo através de nossa mudança de atitude. Chega de dar desculpas para os nossos insucessos.

Leia aqui essa matéria sobre a disciplina.

Profa. Ms. Dira Vieira

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Responsabilidade Social, essa lição se aprende em casa






A Responsabilidade Social está deixando de ser apenas estratégia de mercado no item competitividade comercial para fazer parte dos deveres da cidadania. Hoje, diante do mundo cada vez mais carente de ações sociais, a academia se enquadra como uma instituição a mais preocupada com o mundo que nos cerca. Que papel temos enquanto produtores/receptores do conhecimento? Nessa perspectiva, a Asper, e o curso de Administração, a partir das turmas AD4 E AD5, na disciplina de Responsabilidade Empresarial, parte para a sociedade, levando ações que podem contribuir com a sociedade fazendo essa "ponte" entre saber acadêmico e comunidade a qual pertecemos.

A segunda ação, que esperamos ser uma série de muitas, é a visita das turmas de Administração aos hospitais de João Pessoa, a exemplo do Hospital Laureano, no semestre passado e dessa vez, o hospital Padre Zé.

Para isso, precisamos contribuir e fazer a nossa parte na experiência da academia-comunidade.

O que precisamos:

Tragam produtos de higiene pessoal e fraldas geriátricas. Divulguem, façam a propaganda boca a boca, participem, recolham donativos à Coordenação do Curso.

Vamos fazer a nossa parte e tornar a nossa ação solidária um passo a mais na construção de um mundo mais humanizado.

Pensem nisso. "Qual parte me cabe nesse latifúndio?"

Um abraço.

Profa. Ms. Diracy Vieira