
(Na imagem, turma de Administração (AD2)em visita ao Hospital Napoleão Laureano)
A vida ensina, é o que o ditado popular apregoa. No entanto, a sala de aula é um excelente laboratório de preparação para a vida. Encontramos nela os mais diversos tipos sociais. Nós professores, temos a árdua e maravilhosa tarefa de transformar o diamante bruto em uma pedra preciosa e magnífica. A maravilha dessa relação é que nós também nos transformamos. Nós também aprendemos com eles.
Disciplinar não é uma tarefa muito fácil. Nem todos estão preparados para ser disciplinados. Prefiro a palavra discipulado. A disciplina é uma via de mão dupla. Se não houver o desejo do outro lado em favor dela, será inútil, a despeito do que vemos no nosso sistema prisional. Prefiro o discípulo, aquele que ouve atentamente e procura seguir os passos do discipulador.
A escola/faculdade é uma arena. Os leões e os gladiadores se confundem. O professor, os alunos, os interesses, as armas dos jogadores. Não é fácil mudar conceitos, não é fácil mudar uma cultura do “jeitinho brasileiro”, do “deixa-pra-lá”, “problema-deles”, “eu-quero-apenas-o-meu-diploma”, ou “quero-receber-o-meu-salário”. Dentro da sala de aula os interesses as vezes são antagônicos.
A disciplina é a mudança de atitude. É o referencial para a vitória. Estamos fartos das desculpas. Eu não fiz isso por isso, eu não vim por aquilo, a faculdade não ajuda, o clima não ajuda, o professor não ajuda, o diretor também não e seguimos com um roteiro de desculpas para a situação caótica que enfrentamos no dia a dia em sala de aula.
Mas, a pergunta que não quer calar: o que fazemos para que isso mude?
O pessimista vê crise em todos os lados. O otimista sorri e enfrenta as tempestades tendo sempre a crise como uma boa oportunidade para fazer algo diferente.
É essa a visão que eu tento passar aos meus alunos em todas as salas. A crise é desculpa de quem se acostuma a perder.
Estamos cheios de desculpas. Precisamos disciplinar a nossa vontade, disciplinar os nossos interesses e focar o objetivo a partir de uma estratégia de conquista.
A resposta é essa: nadar contra a corrente pode nos trazer surpresas interessantes além de que, pode ser o “diferencial” que tanto buscamos.
A sala de aula é um excelente momento para exercitarmos essa estratégia de mudar conceitos. Mas a via é de mão dupla, de forma alguma é uma atitude solitária, do contrário, morreremos na praia. E eu não quero morrer na praia, no que depender de mim, vou sim acreditar no impossível e incentivar os meus alunos, parceiros, queridos a mudarem também a visão raquítica, atrofiada e pessimista sobre algumas situações e a arregaçar as mangas na tarefa maravilhosa de mudar o mundo, a partir de nossa mudança de atitudes.
É o que estamos fazendo, na disciplina de Homem e Sociedade e Responsabilidade Social, fazer a nossa parte na construção de um mundo mais justo através de nossa mudança de atitude. Chega de dar desculpas para os nossos insucessos.
Leia aqui essa matéria sobre a disciplina.
Profa. Ms. Dira Vieira

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